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Talvez ela seja tudo que um homem não quer (?)

Publicado em

Do dia 26 de Junho de 2014

Esses dias me mandaram um texto sobre a mulher independente, pela segunda vez em menos de uma semana. O primeiro texto achei bem válido, de Ruth Manus, chamado de ‘A incrível geração de mulheres que foi criada pra ser tudo que um homem NÃO quer‘. Circulando pelo Facebook alheio, falava sobre as jovens mulheres da atualidade, que cresceram num mundo onde o machismo é feio.

A mulher que, assim como o seu irmão, não foi criada pra ser dona de casa e mãe, e sim pra estudar, viajar, vencer distâncias, fazer o que quiser, estudar o que quiser, ir aonde quiser, ficar com quem quiser. Tudo verdade. Uma visão realista da minha geração.

O segundo texto foi do Blog Dona Oncinha, escrito por Juliana Manzato, ‘Talvez ela seja divertida demais pra você‘. Esse texto. Hipocrisia. Machismo disfarçado de feminismo. Todos os esteriótipos que pensam que um homem NÃO quer numa mulher, como falar palavrão, beber cerveja e falar alto (e muitos outros) reunidos em uma mulher imaginária, aparentemente rejeitada pelo homem amado, simplesmente por ser assim.
Como eu disse pras minhas amigas quando recebi o texto: que desabotoe o sutiã quem nunca se segurou pra não ficar falando merda na frente de um carinha que estava afim, ou nunca pegou leve na cerveja e pediu um martini ou só uma caipirinha, pra não pagar de fodona.
Somos todas assim. Fazemos essas coisas. Gostamos de nos maquiar pra ficar mais bonitas e a maior mentira que existe é que “gostamos de sair pra dançar”. Se não estivermos indo para um clube de tango, não, não queremos dançar. E se estamos indo pra night, solteiras e bonitas, sim, estamos querendo encontrar um carinha legal pra dar uns beijos. Não tem vergonha nisso. É a atitude mais feminista que eu vejo uma mulher tomar.
Porque, sinceramente, dizer que vai pra night dançar… Não mente, gata, é feio.
Gostamos que o cara pague a conta, não tá fácil pra ninguém. Gostamos de ser mimadas, isso não é ser machista.
As mulheres são chatas mesmo, falamos muito mesmo, fazemos muitas merdas mesmo. Mas é legal ser feminina, ser mulherzinha de vez em quando, sabemos que alguns caras gostam disso, e é verdade, fazemos isso. Nos maquiamos, usamos roupa justa, pra chamar a atenção, é verdade. Somos assim desde os primórdios e não são esses os critérios pra julgar uma santa ou uma puta, uma machista ou uma feminista, a dependente escrava ou a independente aventureira.
Somos muitas dentro de uma só.
Esse texto é uma crítica construtiva e de alerta, para que as mulheres parem de mimimi e blablablá e assumam que são mulherzinhas de vez em quando.
É claro que, escrito por uma mulher independente, linda, engraçada, divertida, fofa, carinhosa…
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